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O USO DA INTERNET NO BRASIL


Nos tempos atuais pelo qual passa a humanidade – tempos de pandemia pelo COVID 19 – importantíssimo o tema proposto a ser aplicado especificamente à Nação Brasileira.


É cediço que a internet é uma ferramenta fundamental no desenvolvimento dos negócios em todas as suas concepções.
Trata-se de divisor de águas entre o desenvolvimento e  a estagnação, em todos os sentidos, seja no desenvolvimento do comércio, da educação ou nas relação entre pessoas.


No Brasil, a baixa adesão dos cidadãos à utilização desta importante ferramenta, desnuda a desigualdade social latente em nosso País.


Esta desigualdade vem de muitos anos. Trata-se do resultado da deseducação no sentido de instrução acadêmica. De anos de descaso com a instrução de nossos jovens.
Verdadeira fábrica de (nas palavras de Collor de Mello) de “descamisados”.


O cenário até aqui apontado se reflete perfeitamente nas pesquisas realizadas  pela Agência Brasil: dificuldades para a expansão da internet  especialmente em classes sociais mais baixas e nas zonas rurais.


Aponta o cenário da pesquisa uma atroz repartição da Nação Brasileira. É como se existissem diversos “Brasis”.
Sul e Sudeste para os quais é disponibilizada essa importante ferramenta, embora em suas fronteiras haja também a subdivisão de classes onde as classe D e E, menos favorecidas, são relegadas ao esquecimento.


Vislumbram os cidadãos pertencentes a esta classe, sem nada poderem fazer, os destinos dos seus filhos serem traçados para serem subservientes perpetuamente aos filhos das classes A e B.
Quando crescerem não alcançarão os melhores postos na sociedade. Trata-se da perpetuação da miséria. Resultado direto da atual desigualdade.É como figurativamente se seus filhos fossem comparados aos mariscos, incrustados nos cascos dos navios, que são as classes A e B.


É notícia corrente que a pandemia e o isolamento social dela decorrente, traz à baila essa brutal e desumana desigualdade, que se reflete e se abate já, na atualidade, aos alunos pertencentes às classe sociais apontadas na pesquisa em tela como menos favorecidos. Não possuem computadores em casa. Aqueles que possuem um celular não possuem, em sua maioria, conforme aponta a pesquisa, sequer sinal de Wifi. a opção é pelo celular ou pela comida na mesa.


E o ENEM está às portas. Como competirão com os mais afortunados e que possuem todas as ferramentas necessárias para enfrentarem esse importante concurso?
Não está a se falar em maior potencial de inteligência. De QI. Está a se falar em condições materiais, necessárias para que todos os jovens possam galgar seus sonhos em pé de igualdade, com os demais.


A Constituição trata a todos iguais, mas, no mundo real não é assim que se cuida; parece que o regime escravocrata e segregador ainda está com suas raízes, históricas, encravadas na seio da nossa sociedade.


A igualdade de oportunidades deve prevalecer, para que seja quebrado o estigma no tocante aos filhos das classes menos favorecidas de que: “filho de peixe peixinho é e sempre será”.

Pobre Brasil, que Deus abençoe esta Nação!